História: Islândia Contemporânea | Islândia Brasil



HISTÓRIA

ISLÂNDIA CONTEMPORÂNEA

Políticas do Pós-Guerra (1944-2012)


No outono de 1944, os partidos da Independência, Trabalhista e Socialista formaram uma coalizão liderada por Ólafur Thors, líder do Partido da Independência. Esta administração, que se autointitulava como o Governo da Inovação, colocaram como meta a modernização da frota de barcos de arrasto e também construir um sistema de seguridade social melhor do que o existente em qualquer outro país. A Guerra Fria colocou um fim no Governo da Inovação em 1947, mas a formação dessa coalizão sinalizou a conciliação permanente entre as duas principais ramificações da política, a direita e a esquerda. Ambos os lados chegaram a um acordo de que o governo deveria sustentar os negócios, tanto os privados quando estatais, uma vez que a maior parte da frota de barcos de arrasto era operada por autoridades locais. Chegaram então ao consenso de que a Islândia deveria ser um Estado do bem-estar social aos moldes do modelo escandinavo.

(No parlamento, 63 membros possuem uma cadeira em uma assembleia unicameral. Eles são eleitos através de oito constituintes, mas seu número tende a diminuir devido ao declínio da população nas diferentes regiões do país.)

A política no período entre 1947 e 1959 era tipificada por coalizões instáveis no governo. No espírito da Guerra Fria, tentativas foram feitas de criar uma união dos diferentes partidos, como o Trabalhista, o Progressista e o da Independência. Em 1950, o Partido Trabalhista se encontrava na oposição, juntamente com o Partido Socialista, e os Partidos da Independência e Progressista, de direita, tentaram governar juntos. Em 1956, o Partido Progressista mudou de lado, formando um governo esquerdista com o Partido Trabalhista e a recém-formada Aliança do Povo. Esse governo renunciou em 1958, principalmente devido a desacordos relativos aos meios de estabelecer preços e salários. A economia havia sido a principal preocupação dos governos desse período. O déficit nacional foi combatido com racionamento e controle das importações. A inflação foi combatida por regulações da margem máxima de lucro e níveis de preço, juntamente com constante oposição aos pedidos dos sindicatos por maiores salários. Em comparação com períodos posteriores, a inflação não era alta nessa época, em torno de 10% ao ano, mas é impossível dizer como ela poderia ter sido sem essas medidas anti-inflacionárias.

(A inflação significava que a taxa de câmbio do króna islandês estava constantemente em queda, e este é o objeto da charge de Gísli J. Ástþórsson. Em 1981, um novo króna foi criado, valendo 100 vezes mais do que o antigo króna. "Pode ser um króna islandês", a pessoa diz após observar o objeto no microscópio.)

Entre 1959 e 1971, os partidos da Independência e Trabalhista permaneceram continuamente no governo juntos em uma administração chamada de Governo da Restauração. Ela aboliu o controle nas importações e batalhou para colocar em prática um sistema de livre mercado. A principal preocupação do governo ainda era a inflação, a qual subiu para uma média de 12%. Os últimos anos da época foram difíceis, uma vez que a pesca de arenque foi péssima e o preço do bacalhau havia caído nos Estados Unidos. Isso, juntamente com o modo errôneo do governo disputar os limites marítimos de pesca, resultou na administração perder sua maioria nas eleições de 1971.

Após 1971, outra série de coalizões instáveis se seguiu, e na realidade ainda é muito cedo para dizer se este período terminou. Em 1995 uma coalizão dos independentes e progressistas entrou no poder, permanecendo até a virada do século. Durante as duas primeiras décadas desse período, entre 1971 e 1990, a inflação ficou fora de controle, em torno de 35% ao ano, culminando em 86% em 1983. Mas em 1990 o movimento sindicalista concordou com fortes cortes nos níveis de salário de modo a escapar do círculo vicioso do crescimento de salários e preços. Desde então a inflação tem sido mínima. Dessa forma, os islandeses conseguiram, na última década do século 20, alcançar estabilidade econômica comparável com aquelas da maioria dos países ocidentais.

(Jóhanna Sigurðardóttir, atual primeira-ministra da Islândia, que tomou posse após a crise econômica de 2008.)

O início do milênio viu uma fusão de todos os partidos de esquerda, que formaram a Aliança Social Democrática. Entretanto, alguns membros preferiram se juntar outro partido recém-formado, o Movimento Verde-Esquerdista. Após a derrota do Partido Progressista nas eleições de 2007, sua aliança de longa data com o Partido da Independência terminou, mesmo ainda conseguindo formar uma maioria no parlamento. O líder do Partido da Independência, Geir Haarde, preferiu uma outra coalizão, mais forte porém instável, com os social-democratas. O governo de Haarde caiu em ruínas em janeiro de 2009 e ele então convocou eleições antecipadas antes de renunciar como líder do partido. Os social-democratas então formaram um governo interino com o Movimento Verde-Esquerdista. No resultado das eleições, prevaleceu como líder do governo Jóhanna Sigurðardóttir, sendo a primeira vez que os islandeses votaram por uma maioria de esquerda.

Guerra Fria (1945-2006)


Quando os americanos se encarregaram da defesa da Islândia em 1941, um acordo foi firmado onde dizia que eles deixariam a ilha tão logo acabassem as hostilidades. Mas quando a Segunda Guerra Mundial terminou em 1945, a política deles havia mudado, e eles queriam manter instalações militares na Islândia permanentemente. Os islandeses rejeitaram este pedido, mas os americanos não se mexeram para sair; e de fato era discutível se a guerra teria terminado formalmente até que um tratado de paz fosse concluído. No outono de 1946, Ólafur Thors, primeiro-ministro e ministro das relações exteriores, finalmente chegou a um acordo com os Estados Unidos em relação às instalações na base aérea de Keflavík para civis, em conexão com transportes militares da e para a Europa. Este acordo foi aprovado pelo parlamento, mas somente por 32 votos a 19. O Partido Socialista por completo e alguns membros do Partido Trabalhista e Progressista sentiam que o acordo era uma violação inaceitável das políticas de neutralidade de Islândia. Nesse momento os socialistas romperam com o Governo da Inovação, e a Guerra Fria tomou conta da política islandesa.

(Multidões dispersadas por bombas de gás lacrimogêneo em Austurvöllur, Reykjavík, em 30 de março de 1949.)

Os anos seguintes claramente demonstraram o interesse americano na Islândia. O Plano Marshall (1948-1952) tinha a intenção de ajudar a Europa a se recuperar da guerra, e os islandeses, deveriam logicamente ter contribuído com o Plano do que ter recebido a ajuda. Mas na época eles receberam quase o dobro per capita do Plano Marshall do que qualquer outra nação europeia. Durante esse período, a política de neutralidade foi também abandonada. Em 1949, a Islândia se tornou um dos países fundadores da OTAN na condição, não escrita em nenhum documento do tratado, de que nenhuma força militar poderia ficar na Islândia em tempos de paz. A adesão foi aprovada pelo parlamento em 30 de março, por 37 votos a 13. Fora da Casa do Parlamento, a população deu seu voto jogando pedras, até que a polícia os dispersou usando gás lacrimogêneo.

(Bjarni Benediktsson, do Partido da Independência, foi ministro das relações exteriores da Islândia quando o país se tornou membro da OTAN e por muitos anos foi defensor da participação islandesa na aliança militar do ocidente.)

Apesar de esforços de se fazer o contrário, os Estados Unidos pediram secretamente permissão para levar tropas à Islândia em 1951. O governo convocou uma reunião secreta dos membros do parlamento exceto dos do Partido Socialista, para conseguir o consentimento. De acordo com o governo, todos concordaram com o tratado sobre uma base militar.

Em torno de 5 mil soldados americanos foram trazidos à Islândia, a maioria deles para a base aérea de Keflavík, onde permaneceram até 30 de setembro de 2006, quando a base foi fechada. Os militares proveram emprego para em torno de um a dois mil islandeses, e a receita dos militares normalmente contabilizava em torno de 5% dos ganhos de capital estrangeiro do país.

(O moderno Aeroporto Internacional de Keflavík, principal da Islândia, que recebe visitantes de vários países da Europa e América do Norte, próximo de onde ficavam os americanos na base aérea.)

A presença dos militares americanos foi por muito tempo o assunto mais contencioso na política islandesa. O Partido Socialista e seu sucessor, a Aliança do Povo, sempre pediram o recomeço da neutralidade e a saída dos militares. O Partido da Independência estava igualmente resoluto de seu apoio à OTAN, mas o governo de esquerda formado por eles com a Aliança do Povo em 1956 fez da partida dos militares um assunto da política. Este pedido foi retirado, entretanto, após a invasão soviética da Hungria no mesmo ano. Um final para a presença americana apareceu mais uma vez na pauta do governo em 1971, mas também não conseguiu ir adiante. Desde então a oposição à presença americana se tornou menos aparente e, após a queda da União Soviética, uma base militar na Islândia se tornou algo não muito importante para os Estados Unidos que, como mencionado, se retiraram por completo do país em 2006.

Soberania no Mar (1948-1976)


Quando os islandeses gradualmente tomaram para si a proteção de suas águas territoriais nos anos entre guerras, 1918-1939, os limites de pesca eram de 3 milhas náuticas (5.556 metros) da costa. Nas baías, a linha das três milhas era imaginada a partir do ponto onde a baía possuía 10 milhas náuticas. Mas logo após a Segunda Guerra Mundial, quando barcos estrangeiros começaram a pescar na costa da Islândia e os islandeses estavam construindo uma nova frota pesqueira, foi necessária uma medida urgente para maiores poderes de jurisdição. Naquela época, o governo americano estabeleceu um exemplo para uma nova política; em 1945 foi declarado que a plataforma continental dos Estados Unidos estava sob jurisdição americana, sem definir mais a extensão da plataforma continental.

(Extensão dos limites de pesca entre 1901 e 1975. Quando a extensão para 200 milhas náuticas foi feita, foram desenhadas linhas a meio caminho entre a Islândia e seus países vizinhos - a Groenlândia no oeste e as Ilhas Faroe no leste.)

Em 1948, o Alþingi aprovou um decreto sobre a Proteção Científica dos Locais de Pesca na Plataforma Continental, o qual autorizava o ministro da pesca a fixar por regulamento a extensão dos limites de pesca. Baseada em legislação, os limites de pesca da Islândia foram estendidos para 200 milhas náuticas no período entre 1950 e 1975. Nenhuma lei internacional se aplicava aos limites de pesca na época, e os estrangeiros que pescavam na costa da Islândia viam essas extensões unilaterais como ilegais.

Entre 1950 e 1952, os limites foram estendidos para quatro milhas, agora medidos a partir da embocadura das baías e fiordes. Os operadores de barcos pesqueiros britânicos responderam a essa atitude colocando um embargo sobre a chegada de peixe islandês na Grã-Bretanha; os islandeses, entretanto, lidaram com o embargo ganhando novos mercados nos Estados Unidos e na Rússia.

(Durante as Guerras do Bacalhau, às vezes ocorriam colisões entre navios da guarda-costeira islandesa e navios britânicos, e geralmente um colocava a culpa no outro. Na foto vemos uma fragata britânica colidindo com o barco de guarda-costeira islandês Týr.)

Os limites de pesca islandeses foram mais uma vez estendidos, para doze milhas náuticas, em 1958. Barcos da marinha britânica foram enviados para o local de pesca islandês com a finalidade de proteger os barcos de pesca de arrasto britânicos, desse modo começando o que a imprensa britânica chamou de Guerra do Bacalhau. Ambos os lados fizeram o máximo para evitar que fossem causadas vítimas, e a guerra consistia, na sua maior parte, em ameaça e contra-ameaça. Nessa época um governo de esquerda estava no poder na Islândia. O socialista Lúðvík Jósepsson assinou a regulação sobre a extensão dos limites de pesca, e isso causou considerável inquietação na OTAN. Quando o Governo de Restauração da Independência e o Partido Trabalhista chegaram ao poder no ano seguinte, foi colocado sob grande pressão para entrar em acordo com a Grã-Bretanha. Este acordo foi feito em 1961, quando o Reino Unido reconheceu o limite de 12 milhas náuticas e a Islândia se comprometeu em mandar qualquer proposta de aumento dos limites de pesca para a Corte Internacional em Haia.

(Lúðvík Jósepsson, um socialista e membro da Aliança do Povo, foi ministro da pesca quando os limites de pesca foram estendidos em 1958 e 1972. Em outros países, ele era suspeito de estar explorando a indústria pesqueira para disputar, de modo a enfraquecer as relações da Islândia com a OTAN, mas ele provavelmente somente era motivado pelos interesses das comunidades pesqueiras da Islândia.)

Após a derrota do Governo da Restauração em 1971, Lúðvík Jósepsson foi mais uma vez ministro da pesca. No ano seguinte, os limites de pesca foram estendidos para 50 milhas náuticas. A Grã-Bretanha respondeu com outra Guerra do Bacalhau, a qual terminou um ano depois com uma trégua de dois anos.

Antes que essa trégua terminasse, o Partido da Independência retomou a liderança nesse assunto. Em 1974, o partido assumiu o ministério da pesca, e no ano seguinte os limites de pesca foram estendidos para 200 milhas náuticas. A Guerra do Bacalhau recomeçou, e as relações diplomáticas entre o Reino Unido e a Islândia foram cortadas. Mas no verão de 1976 um acordo final foi feito. A Grã-Bretanha reteve o direito de pescar dentro das 200 milhas náuticas por seis meses. A campanha dos islandeses pela independência em sua área de pesca terminou com sua vitória inequívoca.

Mulheres Livres (1970-2009)


Assim como outros países ocidentais, na Islândia também ocorreu uma reavaliação dos valores convencionais da sociedade em torno do ano de 1970. Os jovens experimentaram com um tipo de vida comunitária. Grupos marginalizados da sociedade se fizeram ouvir; em 1978, homossexuais de ambos os sexos formaram, por exemplo, o Samtökin '78 (Aliança de 78).

(Dia de Folga das Mulheres, 24 de outubro de 1975. Encontro de massa no centro de Reykjavík.)

Desses grupos marginalizados, nenhum tinha mais voz do que as mulheres. O desenvolvimento dos direitos das mulheres entre 1850 e 1923 havia dado às mulheres a maioria dos direitos em igualdade com os homens em termos formais, mas em termos práticos os papéis de cada gênero se mantiveram similares. Antes de 1970 muito poucas mulheres se formavam na universidade, enquanto as mulheres que eram membros do parlamento eram uma, duas ou até mesmo nenhuma. A Associação Islandesa dos Direitos das Mulheres, entretanto, permaneceu ativa, fazendo campanhas principalmente por salários iguais. Os resultados foram atingidos em dois estágios, para funcionários públicos em 1945 e para trabalhadores não especializados do setor privado em 1961-1967. Mas essa legislação é geralmente vista como algo longe de assegurar a igualdade de pagamento por trabalho equivalente.

Em 1970 as mulheres iniciaram uma campanha para que se fossem reexaminadas todas as ideias convencionais sobre o que as mulheres poderiam fazer e sobre o que elas mereciam. Um novo movimento foi formado, chamado de Meia-Calças Vermelhas (Rauðsokkahreyfingin). O movimento era radical e provocativo demais para ganhar seguidores em massa, mas mesmo mulheres que nunca haviam comparecido a uma reunião das Meia-Calças Vermelhas de qualquer modo apoiavam os métodos do movimento. Então, em 24 de outubro de 1975, as mulheres tiraram o dia de folga do trabalho em massa, até mesmo de seus afazeres domésticos, de modo a realçar a importância de sua contribuição para a sociedade. Em Reykjavík, em um encontro nesse dia compareceram em torno de 20 a 25 mil pessoas, 20% da população da região da Grande Reykjavík.

(Vigdís Finnbogadóttir, presidente da Islândia entre 1980 e 1996, deu às mulheres islandesas coragem para desempenhar um papel mais ativo na política.)

Cinco anos depois uma mulher, Vigdís Finnbogadóttir, foi eleita presidente da Islândia. Na Islândia se mantém o fato de que ela foi a primeira presidente mulher de uma nação do mundo eleita democraticamente. Vigdís só obteve sucesso, entretanto, porque três candidatos homens se opuseram a ela, desse modo dividindo os votos. Mas Vidgís ganhou imenso apoio popular durante seus dezesseis anos como presidente, e foi muito admirada tanto na Islândia quanto no exterior.

Seguindo a eleição da presidente Vigdís, muitas mulheres sentiram que era hora de entrar para a arena política. Em 1982, listas de mulheres participaram das eleições locais de Reykjavík e Akureyri, e ganharam dois assentos no conselho de cada cidade. Em Reykjavík, a Lista das Mulheres recebeu em torno de 11% dos votos.

(Uma das políticas islandesas de maior sucesso é Ingibjörg Sólrún Gísladóttir. Ela possuiu uma cadeira do parlamento por um período pela Aliança das Mulheres, e então em 1994 ela liderou uma aliança de todos os partidos em oposição ao Partido da Independência nas eleições municipais de Reykjavík, ganhou por maioria e se tornou prefeita da cidade. Permaneceu no cargo até 2003.)

Para as eleições gerais no ano seguinte, a Aliança das Mulheres (Samtök um kvennalista) foi formada, e concorreu às eleições em três distritos eleitorais, ganhando 7,6% nesses distritos, e três cadeiras no parlamento. A Aliança das Mulheres continuou a participar das eleições, com representação entre três a seis cadeiras em cada uma, até se unir com a Aliança. A Aliança das Mulheres nunca esteve no governo, e talvez sua maior influência tenha sido a de ter aberto gradualmente as oportunidades para as mulheres em outros partidos políticos. Agora mais de um terço dos membros do parlamento são mulheres (25 mulheres e 38 homens). Apesar da igualdade ainda não ter sido atingida, a inserção cada vez maior das mulheres foi provavelmente a maior mudança na sociedade islandesa nas últimas três décadas do século 20.

(Jóhanna Sigurðardóttir, primeira-ministra da Islândia de 2009 a 2012.)

A luta das mulheres pelo poder político na Islândia iria então atingir o ápice. Jóhanna Sigurðardóttir foi ativa na política por muitos anos, sendo Ministra de Assuntos Sociais e Segurança Social da Islândia de 1987 a 1994 e de 2007 a 2009. Ela foi membro do Alþingi pelos distritos eleitorais de Reykjavík desde 1978, ganhando a reeleição em oito ocasiões sucessivas. Jóhanna se tornou, após a quebra da economia islandesa em 2008 e renúncia do então primeiro-ministro Geir Haarde, a primeira mulher primeira-ministra da Islândia e, adicionalmente, a primeira chefe de governo assumidamente homossexual, em 1° de fevereiro de 2009.

Ela é uma social-democrata e é o mais antigo membro do parlamento. Nos anos 1990, quando ela perdeu a eleição de líder do partido, ela levantou seu punho e declarou "Minn tími mun koma!" ("Minha hora vai chegar!"), uma frase que acabou por se tornar uma expressão popular islandesa. Em 2009, a revista Forbes a listou entre as 100 Mulheres Mais Poderosas do mundo.